Recentemente assisti pela primeira vez o filme O Impossível do diretor espanhol Juan Antonio Bayona. O longa é baseado na história vivida pela família espanhola composta por Enrique, Maria, Tomas, Lucas e Simon, que sobreviveram ao tsunami que arrasou a Tailândia no dia 26 de dezembro de 2004. O casal Maria (Naomi Watts) e Henry (Ewan McGregor estavam aproveitando as férias de inverno na Tailândia junto com os três filhos pequenos, quando na manhã do dia 26 de dezembro um tsunami de proporções devastadoras atingiu o local. Separados em dois grupos, a mãe e o filho mais velho enfrentaram situações desesperadoras para se manterem vivos, enquanto em algum outro lugar, o pai e as duas crianças menores não tem a menor ideia se outros dois estavam vivos. É quanto eles começaram a viver uma trágica lição de vida, movida pela esperança do reencontro e misturando os mais diversos sentimentos.
O filme é emocionante e relata com muito realismo os momentos de tensão vividos pela família. A história comovente tem como plano de fundo também o desespero de quem procura os entes queridos no meio do caos. Outro caso que também surpreendeu o mundo foi o casal sueco Karin Svaerd e Lars Erickson, que também estava com os três filhos. A mãe foi separada do resto da família durante o tsunami e para sobreviver se agarrou em uma palmeira. Assim como ela, os pai e os filhos conseguiram se salvar também.
Para dar maior veracidade ao filme O Impossível, o roteirista Sergio G. Sánchez trabalhou em contato com família, principalmente a mãe Maria Belon. Para conhecer um pouco mais da história dessa sobrevivente de uma catástrofe que matou mais 220.000 pessoas e deixou outras 70.000 desaparecidas, a repórter Angela Dawson do Front Row Features fez uma entrevista com Maria.
Fonte: BBC Brasil e Front Row Features
O filme é emocionante e relata com muito realismo os momentos de tensão vividos pela família. A história comovente tem como plano de fundo também o desespero de quem procura os entes queridos no meio do caos. Outro caso que também surpreendeu o mundo foi o casal sueco Karin Svaerd e Lars Erickson, que também estava com os três filhos. A mãe foi separada do resto da família durante o tsunami e para sobreviver se agarrou em uma palmeira. Assim como ela, os pai e os filhos conseguiram se salvar também.
Para dar maior veracidade ao filme O Impossível, o roteirista Sergio G. Sánchez trabalhou em contato com família, principalmente a mãe Maria Belon. Para conhecer um pouco mais da história dessa sobrevivente de uma catástrofe que matou mais 220.000 pessoas e deixou outras 70.000 desaparecidas, a repórter Angela Dawson do Front Row Features fez uma entrevista com Maria.
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| Família Belon |
FRF: O filme é preciso?
Belon: Sim. Eles tiveram pouca licensa
dramática. Na verdade, foi até muito pior do que eles mostraram. Eu disse a
Juan Antonio que não queria que eles inventassem nada.
FRF: Você se sente culpada por ter sobrevivido?
Belon: Não, não é culpa. É dor. É algo que vai permanecer comigo a minha vida toda.
Belon: Não, não é culpa. É dor. É algo que vai permanecer comigo a minha vida toda.
FRF: Como estão seus filhos, eles se recuperaram?
Belon: Eles são incrivelmente valentes. Eles são mestres. Eles que me guiam hoje. Lucas está estudando para ser médico em Londres. Tomas quer fazer serviços comunitários, ele já tem uma bolsa para a faculdade. Está em Wales agora, trabalhando de salva-vidas. O diretor da escola me chamou para perguntar porque ele era tão valente, e eu respondi “Não sei”. O Simon sempre me pergunta qual a melhor profissão para ajudar as pessoas.
Belon: Eles são incrivelmente valentes. Eles são mestres. Eles que me guiam hoje. Lucas está estudando para ser médico em Londres. Tomas quer fazer serviços comunitários, ele já tem uma bolsa para a faculdade. Está em Wales agora, trabalhando de salva-vidas. O diretor da escola me chamou para perguntar porque ele era tão valente, e eu respondi “Não sei”. O Simon sempre me pergunta qual a melhor profissão para ajudar as pessoas.
FRF: Você já era forte antes do incidente?
Belon: Eu sou muito forte, mas também muito fraca. O que define isso são as decisões que você toma, não quem você é.
Belon: Eu sou muito forte, mas também muito fraca. O que define isso são as decisões que você toma, não quem você é.
FRF: Você viu o filme?
Belon: Várias vezes.
Belon: Várias vezes.
FRF: Foi difícil da primeira vez?
Belon: Pela dor física pela qual passamos, não, mas foi muito difícil ver pelo que os outros passaram.
Belon: Pela dor física pela qual passamos, não, mas foi muito difícil ver pelo que os outros passaram.
FRF: No filme, sua personagem está disposta a desistir da vida no
hospital. Você se sentiu assim? Estava pronta para desistir?
Belon: Sim. Mas meu marido não me deixou. Eu tive sorte por ele não estar disposto a me deixar.
Belon: Sim. Mas meu marido não me deixou. Eu tive sorte por ele não estar disposto a me deixar.
FRF: Quanto tempo durou sua recuperação?
Belon: Fisicamente? Dois anos e meio.
Belon: Fisicamente? Dois anos e meio.
FRF: Foi difícil assistir o que aconteceu no Japão em 2011?
Belon: (engasgando) Foi muito difícil assistir porque eu não vejo números, eu vejo pessoas se afogando. É muito difícil.
Belon: (engasgando) Foi muito difícil assistir porque eu não vejo números, eu vejo pessoas se afogando. É muito difícil.
FRF: Que idéias específicas você deu a Juan Antonio (diretor)?
Belon: Eu disse a ele que queria por a audiencia embaixo d’água, fazer com que se sentissem debaixo da onda, para que quando voltassem à superfície, nada precisasse ser dito.
Belon: Eu disse a ele que queria por a audiencia embaixo d’água, fazer com que se sentissem debaixo da onda, para que quando voltassem à superfície, nada precisasse ser dito.
FRF: Você pensa muito nisso?
Belon: Não, eu não penso muito no que aconteceu, mas eu sinto muito isso.
Belon: Não, eu não penso muito no que aconteceu, mas eu sinto muito isso.
FRF: Você tem um elo especial com seu filho mais velho, pelo que
vocês passaram juntos?
Belon: Temos uma ligação muito muito especial. Não precisamos falar que nos amamos. Não usamos muitas palavras, mas nos abraçamos muito quando nos vemos.
Belon: Temos uma ligação muito muito especial. Não precisamos falar que nos amamos. Não usamos muitas palavras, mas nos abraçamos muito quando nos vemos.
FRF: Você se recuperou do ferimento na perna?
Belon: Não. Tenho apenas metade da perna, mas é a perna mais bonita da Terra. Meu corpo inteiro é cheio de cicatrizes, mas eu acho ele lindo.
Belon: Não. Tenho apenas metade da perna, mas é a perna mais bonita da Terra. Meu corpo inteiro é cheio de cicatrizes, mas eu acho ele lindo.
FRF: Ver sua história se tranformar em um filme foi terapêutico?
Belon: Eu não preciso ser curada. Eu não quero esquecer o que aconteceu porque estar próxima daquilo é ótimo. A onda deixou bem claro para mim o que é estar viva.
Belon: Eu não preciso ser curada. Eu não quero esquecer o que aconteceu porque estar próxima daquilo é ótimo. A onda deixou bem claro para mim o que é estar viva.
FRF: Você teve a chance de agradecer o homem que te salvou?
Belon: Eu tentei, mas foi impossível achá-lo. Eu aprendi com ele o que é generosidade.
Belon: Eu tentei, mas foi impossível achá-lo. Eu aprendi com ele o que é generosidade.
FRF: Hoje em dia, você tem medo de alguma coisa?
Belon: Não.
Belon: Não.
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| Cenas do filme O Impossível |
Fonte: BBC Brasil e Front Row Features


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